Marcelo B. Conter

DA MÚSICA OBSERVANDO VÍDEOS PARA WEB

Marcelo Bergamin Conter
In: anais da Intercom, Recife, 2011.

Investiga-se as condições de aplicação da Teoria dos Sistemas de Nicklas Luhmann na análise de vídeos musicais da web. Como resultado, sugere-se uma proposta de análise dispersa em três processos de observação: distinguir o Sistema Musical no meio audiovisual; observar a observação da Música em audiovisuais; e observar os novos métodos de composição musical decorrentes das novas estéticas e técnicas propiciadas pelos vídeos para web. Espera-se assim evidenciar como as teorias do audiovisual e do videoclipe não são suficientes para compreender tal fenômeno, pois torna-se necessário compreender a Música como um Sistema estruturante mais do que mero objeto na trilha sonora.

Palavras-chave: Teoria dos Sistemas; Observação; Música; Audiovisual; Web.


TEXTURAS EM MUTAÇÃO: A BAIXA DEFINIÇÃO DOS VÍDEOS PARA WEB
Marcelo Bergamin Conter
In: Interin. Curitiba, UTP, 2011.

A necessidade de reduzir a definição dos vídeos para internet para que carreguem mais rápido cria deformações visuais. Essa situação, que por anos incomodou muitos videastas, hoje provoca artistas a se apropriarem da baixa definição como opção estética. O presente artigo apresenta um breve panorama histórico de como se chegou a esta situação, através de um ponto de vista filosófico, técnico e estético.

Palavras-chave: audiovisual; web; estética; nitidez; definição.


VIDEOSONGS DA BANDA POMPLAMOOSE: O QUE VOCÊ VÊ É O QUE VOCÊ OUVE
Marcelo Bergamin Conter; Alexandre Rocha da Silva
In: Ciberlegenda. Rio de Janeiro, UFF, 2011.

A música como protagonista na produção de sentido em vídeos para a web desempenha duas funções: uma estruturante – a que denominamos imagem-música e que oferece as diretrizes a partir das quais se tornam possíveis as relações entre imagem e música –, e outra constituinte – que deve ser compreendida em suas relações de interdependência com as demais linguagens que compõem o vídeo para a web. Foram analisados vídeos compostos por imagens que antes não eram musicais, mas quando mixados, se transformam, através de uma intensa edição das trilhas sonora e visual, em músicas: os VideoSongs de Jack Conte. Para reconhecermos este duplo estatuto, compreendemos a música como uma virtualidade (nos termos de Bergson), capaz de se atualizar, através da aplicação de suas estruturas, em todos os elementos do audiovisual.

EL DOBLE ESTATUTO DE LA MÚSICA EN LOS VIDEOSONGS
Marcelo Bergamin Conter; Alexandre Rocha da Silva
In: GUAL, I. B.; CATALÁN, S. G.; NÚÑEZ, M. M. Actas del IV Congreso internacional sobre análisis fílmico: Nuevas tendencias e hibridaciones de los discursos audiovisuales en la cultura digital contemporánea, Universitat Jaume I, Castellón, Espanha. Ediciones de las ciencias sociales, Madrid, 2011. ISBN: 978-84-87510-57-1

El artículo se propone a discutir el estatuto de la música en vídeos para web, pensando la producción del sentido a partir de las actualizaciones de la música en todos los elementos del audiovisual, incluso en aquellos no-reconocidamente musicales. Foca losvideosongs del grupo Pomplamoose, dirigidos por Jack Conte.

POTÊNCIAS DE VIDEOCLIPE NO CINEMA E NO VÍDEO
Marcelo Bergamin Conter
In: SILVA, A. R.; ROSÁRIO, N. M.; KILPP, S. Audiovisualidades da cultura. Porto Alegre: Entremeios, 2010.

Trata do que está congelado na matéria de audiovisuais anteriores ao videoclipe como potência, podendo ou não se atualizar em clipes, especializando, assim, sua linguagem. Realizo para tanto um apanhado histórico da produção de audiovisuais que trabalham concomitantemente imagem e música, como Fantasia, de Walt Disney, e Ano Passado em Marienbad, de Alan Resnais, passando também pelos conceitos de imagem-movimento e imagem-tempo de Gilles Deleuze. Finalizo com uma breve análise do videoclipe To The End, de David Mould, produzido para música da banda Blur, no qual comparecem algumas das potências de videoclipes reconhecidos nos audiovisuais analisados..

Palavras-chave: videoclipe; audiovisual; imagem-música.

NOVOS CONSTRUTOS DE TEMPOS AUDIOVISUAIS SIMULTÂNEOS NO VIDEOCLIPE
Marcelo Bergamin Conter; Suzana Kilpp
In: Comunicação, Mídia e Consumo (ESPM). São Paulo, 2010.

Resumo: O artigo indica algumas tendências de atualização da imagem-música em videoclipes. Elas foram observadas na articulação das trilhas visuais e sonoras de três vídeos, todos dirigidos por Michel Gondry e produzidos entre os anos de 1996 e 1999, nos quais se encontra um uso muito criativo de tempos audiovisuais simultâneos. Esses são analisados na perspectiva teórica de autores que trabalham com o conceito de tempo relacionado à percepção e à memória. O artigo também toma por referência autores que pensam o audiovisual e a música em sua perspectiva técnica, estética e filosófica.

Palavras-chave: Videoclipe. Imagem-música. Michel Gondry. Tempos audiovisuais simultâneos.

VIDEOCLIPE: DA CANÇÃO POPULAR À IMAGEM-MÚSICA
Marcelo Bergamin Conter; Suzana Kilpp
In: Rumores (USP). São Paulo, 2008.

Resumo: O presente artigo aborda duas temáticas do videoclipe: uma delas é sua recente autonomização dos modelos de produção e distribuição da indústria fonográfica, causados pela expansão da produção videográfica para a internet. A outra temática trata dos seus devires audiovisuais, aquilo que está congelado na matéria como potência, podendo ou não se atualizar em novos videoclipes, especializando, assim, sua linguagem. Entender a autonomização só é possível compreendendo esses devires, e, para isso, tomamos como referencial teórico pensadores que trataram de temas como tempo, percepção e memória, e os que trataram de audiovisual e música em sua perspectiva técnica, estética e filosófica. Também trata de esclarecer alguns aspectos da canção popular e da história do videoclipe, e de como imagem e música nele se articulam.

Palavras-chaves: Videoclipe; canção popular; devires audiovisuais; imagem-música.

APRENDIZES DO FANTASIA
Marcelo Bergamin Conter; Alexandre Rocha da Silva
In: Sessões do Imaginário (PUCRS). Porto Alegre, 2006.

Resumo: “Aprendizes do fantasia” aborda o videoclipe como gênero audiovisual partindo de seus devires, ex- pressos desde as primeiras fusões de imagem pro- jetada com música. Toma-se como referência o filme Fantasia, de Walt Disney, de 1940, no qual são en- contradas estruturas que se repetirão nos videoclipes 40 anos mais tarde. São abordadas, tam- bém, adaptações de músicas inseridas no filme como traduções intersemióticas.

Palavras-chave: Música; semiótica; videoclipe.

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