FICHA DE LEITURA – ESCOLA DE SEMIÓTICA, Irene Machado (Modelização)

“Por sistemas modelizantes entendem-se as manifestações, práticas ou processos culturais cuja organização depende da transferência de modelos estruturais, tais como aqueles sob os quais se constrói a linguagem natural.” (MACHADO, Irene. Escola de semiótica, 2003. Ateliê Editorial: São Paulo, p.49)

“A preocupação com os sistemas modelizantes de cultura surge em função da necessidade de examinar suas linguagens no sentido de valorizar o potencial comunicativo de suas práticas, manifestações ou fenômenos. Como, porém, estudar a linguagem de sistemas carentes de um tipo de organização? Compreender esse problema foi tarefa da teoria da modelização.” (MACHADO, Irene. Escola de semiótica, 2003. Ateliê Editorial: São Paulo, p.49)

“Sabemos que o conceito de modelização funda-se em, pelo menso, dois pressupostos básicos: um diz respeito a idéia de que a transformação dos sinais em informação é um um processo genuinamente semiótico uma vez que resulta na tradução desses sinais em signos; o outro, à noção de que nenhum sistema semiótico é dado ao pesquisador mas, sim, construído. Modelizar, contudo, não é reproduzir modelos e sim estabelecer correlações a partir de alguns traços peculiares. Implica antes a adoção de uma espécie de algoritmos cujo resultado mostre que o objeto modelizado jamais resultará em uma mera cópia.” (MACHADO, Irene. Escola de semiótica, 2003. Ateliê Editorial: São Paulo, p.50)

“Na modelização os modelos são sempre generalidades, daí sua capacidade de construir linguagem. Como diria Jakobson, não é a estrutura pronta o alvo do interesse, mas a estruturalidade do sistema, onde as estruturas operam. Para os semioticistas, modelizar é construir sistemas de signos a partir do modelo da língua natural. Contudo, cada sistema desenvolve uma forma peculiar de linguagem e, no processo de descodificação do sistema modelizante, não se volta para o modelo da língua, mas para o sistema que a partir dela foi construído.” (MACHADO, Irene. Escola de semiótica, 2003. Ateliê Editorial: São Paulo, p.51)

“A idéia básica da modelização é, portanto, a possibilidade de considerar tanto as manifestações, os produtos ou atividades culturais quanto organizações segundo qualquer tipo de linguagem e, consequentemente, como texto.” (MACHADO, Irene. Escola de semiótica, 2003. Ateliê Editorial: São Paulo, p.51-52)

“Trata-se de uma atividade de nomeação e, por conseguinte, metalinguística. Seu instrumento elementar de ação é o código – entendido aqui como sistema de signos. A competência semiótica é, evidentemente, uma capacidade dialógica de criação de linguagem.” (MACHADO, Irene. Escola de semiótica, 2003. Ateliê Editorial: São Paulo, p.147)

“Consequentemente, modelização é a chave para compreender a produção de mensagens resultantes das relações entre as mais variadas linguagens ou os mais variados sistemas semióticos da comunicação social.” (MACHADO, Irene. Escola de semiótica, 2003. Ateliê Editorial: São Paulo, p.150)

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