Segunda Edição

As linguagens do entretenimento – Mirna Feitoza Pereira 

Este artigo apresenta uma formulação conceitual voltada a auxiliar na exploração da dinâmica dos objetos culturais colocados em circulação pela indústria do entretenimento, tais como jogos eletrônicos, desenhos animados, filmes, card games, RPGs, seriados de TV, histórias em quadrinhos, entre outros. Denominado “linguagens do entretenimento”, o conceito refere-se a uma ampla esfera de comunicação da cultura, um espaço semiótico em que sistemas de signos baseados em diversas mídias estão em interação, colocando a cultura como um todo em movimento e reordenando as práticas humanas em razão de seu caráter de linguagem. O campo conceitual das linguagens do entretenimento dialoga com ideias propostas por Mikhail Bakhtin, Iúri Mikhailovich Lotman, Marshall McLuhan, Lucia Santaella, Irene Machado.

Entre cinema e arte contemporânea – André Parente e Victa Carvalho 

De que modo as novas mídias estão transformando o dispositivo do cinema em suas dimensões primordiais: arquitetônica, tecnológica e discursiva? Como essas experiências criam novos deslocamentos ou pontos de fuga em relação ao modelo de representação instituído? A noção de dispositivo nos permite repensar o cinema, evitando clivagens e determinismos tecnológicos, históricos e estéticos. Ao contrário do cinema dominante, muitas obras cinematográficas reinventam o dispositivo cinematográfico, multiplicando as telas, explorando outras durações e intensidades, transformando a arquitetura da sala de projeção, entretendo outras relações com os espectadores.

Semiose e emergência – Charbel Niño El-Hani e João Queiroz 

Nosso propósito, neste artigo, é discutir se, e em que sentido, a semiose pode ser caracterizada como processo “emergente” em sistemas semióticos. Não nos interessa quando ou como a semiose emergiu no universo. Como um pré-requisito para a própria formulação desses problemas, estamos interessados em discutir as condições que devem ser satisfeitas para que a semiose possa ser caracterizada como um processo emergente. O primeiro passo foi sumarizar a análise sistemática da variedade de teorias da emergência elaborada por A. Stephan. Ao longo da apresentação, formulamos questões fundamentais, que precisam ser respondidas para qualificar com precisão os objetivos teóricos propostos.

Intersemiosis y traducción intersemiótica – Peeter Torop

Con base en la concepción de traducción total, este artículo describe diferentes tipos de comunicación textual en la cultura. El cambio en la ontología del texto en la cultura contemporánea debido a la posibilidad de coexistencia simultánea de varias formas de un mismo texto en diferentes medios y discursos permite considerar a la cultura como un proceso de traducción intersemiótica. La intertextualidad, la interdiscursividad y la intermedialidad como entorno de generación y recepción textuales conducen a considerar los signos de diferentes textos como una intersemiosis, comprendida simultaneamente en el marco de diferentes sistemas de signos.

Existe lugar para o signo na história da mídia? – Irene Machado  

Existe um ponto de vista já bastante consolidado sobre a compreensão do que se entende por história social da mídia. Trata-se da abordagem que acompanha não apenas a introdução dos meios de comunicação na cultura, como também as alterações provocadas no cenário das relações sociais. Essa é uma história que acompanha o encadeamento das invenções tecnológicas no sentido de sua eficácia. Por isso mesmo, filia o conceito de comunicação à noção de transporte. Não consta dessa abordagem, a interação pela linguagem, colocando em pauta o seguinte questionamento: existe lugar para as mediações semióticas na história social da mídia? Se houver, qual é esse lugar? Após percorrer os estudos históricos sobre a abordagem histórica da mídia, o presente estudo elabora a defesa de uma história das mediações semióticas resultante do desenvolvimento dos códigos culturais que não são invenções da tecnologia industrial, mas das tecnologias do intelecto.

Um ethos imagético? – Júlio Pinto

Este artigo aponta para uma possível correlação entre a retórica aristotélica e a semiótica de Peirce na tentativa de pensar a circulação de imagens na sociedade contemporânea como um dispositivo de criação de ethos a partir de conteúdos simbólicos (logos) constituidores de argumentos sociais.


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