Ficha de Leitura: Ética – Spinoza

SPINOZA, Benedictus de. Ética. Trad. Tomaz Tadeu. Belo Horizonte: Autêntica, 2009.

Deus

  • Definições

Por causa de si compreendo aquilo cuja a essência envolve a existência, ou seja, aquilo cuja natureza não pode ser concebida senão como existente.(p. 13)

Por substância compreendo tudo aquilo que existe em si mesmo e que por si mesmo é concebido, isto é, aquilo cujo conceito não exige o conceito de outra coisa do qual deva ser formado.(p. 13)

Por atributo compreendo aquilo que, de uma substância, o intelecto percebe como constituindo a sua essência. (p. 13)

Por modo compreendo as afecções de uma substância, ou seja, aquilo que existe em outra coisa, por meio da qual é também concebido. (p. 13)

Por Deus compreendo um ente absolutamente infinito, isto é, uma substância que consiste de infinitos, cada um dos quais exprime uma essência eterna e infinita. (p.13)

  • Axiomas

Tudo o que existe , existe em si mesmo ou em outra coisa. (p. 14)

Não se pode compreender, uma por meio da outra, coisas que nada tem de comum entre si; ou seja, o conceito de uma não envolve o conceito de outra.(p.14)

  • Proposições

Proposição 6. […] Não podem existir, na natureza das coisas, duas substâncias de mesmo atributo, isto é, que tenham algo de comum entre si. Portanto, uma não pode ser causa da outra.(p.15)

Proposição 7. À natureza de uma substância pertence o existir.
Demonstração. Uma substância não pode ser produzida por outa coisa. Ela será, portanto, causa de si mesma, isto é, à natureza pertence o existir.(p.16)

Proposição 11. Deus, ou seja, uma substância que consta de infinitos atributos, cada um dos quais exprime uma essência eterna e infinita, existe necessariamente. (p.19)

Continue lendo “Ficha de Leitura: Ética – Spinoza”

Anúncios

Acima ↑

%d blogueiros gostam disto: